UX DESIGN INSERIDO NA MIGRAÇÃO DE APLICAÇÕES PARA A WEB

UX DESIGN INSERTED IN THE MIGRATION OF APPLICATIONS TO THE WEB

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202506181944


Felipe Ruedas1
Giuliano Scombatti Pinto2


RESUMO

Esse artigo trata-se de um estudo da migração de aplicações desktop para o ambiente de web, visando observar os aspectos impactados pela utilização de UX nesse processo. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica. Os resultados apontaram que, tendo em vista que a mudança de ambiente pode afetar todos os usuários de uma aplicação, é possível identificar as estratégias aplicadas nela para que o efeito gerado na mudança seja positivo para os seus utilizadores, pois com o avanço da migração, a adaptabilidade deve ser correspondida. Conclui-se que, com o avanço da migração, é crucial corresponder à adaptabilidade dos usuários, priorizando uma experiência de usuário satisfatória e eficaz.

Palavras-chave: UX. Web. Desktop.

ABSTRACT

This article is a study of the migration of desktop applications to the web environment, observing the aspects impacted by the use of UX in this process. A methodology used for bibliographical research. The results showed that, considering that the change in environment will affect all users of an application, it is possible to identify the strategies applied to it so that the effect generated by the change is positive for its users, as with the advancement of migration, the adaptability must be corresponding. It is concluded that, as migration advances, it is crucial to ensure users’ adaptability, prioritizing a satisfactory and effective user experience.

Keywords: UX. Web. Desktop.

1. INTRODUÇÃO

A evolução constante da tecnologia tem proporcionado transformações significativas no cenário digital, influenciando diretamente a maneira como os usuários interagem com as aplicações. Uma mudança notável nesse contexto é a migração de aplicações tradicionais para a web, impulsionada pela busca por maior acessibilidade, flexibilidade e alcance global. Nesse processo de transição, a experiência do usuário (UX) emerge como um elemento crítico, desempenhando um papel fundamental na efetiva adaptação e adoção dessas plataformas online. 

A migração de aplicações para a web não é apenas uma transposição de códigos, mas um redimensionamento completo da interação entre os usuários e as funcionalidades oferecidas. Nesse sentido, o Design de Experiência do Usuário (UX Design) surge como uma disciplina essencial, guiando a concepção e implementação de interfaces web que atendam não apenas às expectativas técnicas, mas também às necessidades e preferências dos usuários finais.

Este artigo se propõe a explorar a interseção entre a migração de aplicações para a web e o UX Design, destacando como uma abordagem centrada no usuário pode influenciar positivamente a eficácia e aceitação dessas transições tecnológicas. Ao examinar os desafios e oportunidades associados a essa migração, bem como as melhores práticas de UX Design para a adaptação de interfaces, busca-se compreender como a sinergia entre tecnologia e experiência do usuário pode resultar em soluções mais intuitivas, eficientes e atraentes.

No decorrer deste artigo serão abordados casos práticos, estudos de caso e análises de projetos bem-sucedidos que incorporaram com sucesso princípios de UX Design durante o processo de migração para a web. Ao final, espera-se fornecer insights valiosos para profissionais de desenvolvimento, designers e pesquisadores interessados em otimizar a transição de aplicações para o ambiente online, promovendo uma experiência do usuário aprimorada e, consequentemente, alcançando maior êxito na aceitação e utilização dessas plataformas.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 

2.1 Teoria da experiência do usuário (UX)

“O design é realmente um ato de comunicação, o que significa ter um conhecimento profundo da pessoa com quem o designer está se comunicando” (Norman, 1988, p. 11). 

Segundo Norman (1988), designer e pesquisador em design de interação, cognição e usabilidade, a teoria da experiência do usuário (UX) é fundamentada em sua compreensão do design centrado no usuário e na importância de criar produtos e serviços que sejam eficazes, eficientes e agradáveis para os usuários. 

Existem algumas importantes vertentes relacionadas a teoria da experiência do usuário, na qual pode ser encontrada detalhadamente a importância de todas elas reunidas na construção de um produto, sendo elas:

  • Design centrado ao usuário (DCU): O design centrado ao usuário (DCU) surgiu da IHC (Interação Humano-Computador) e consiste em uma metodologia de design de software para desenvolvedores e designers. Essencialmente, ele os ajuda a criar aplicativos que atendam às necessidades de seus usuários (Lowdermik, 2013);
  • Concepção de modelos mentais: Modelo mental é o modelo conceitual particular relacionado a maneira como um objeto funciona, eventos acontecem ou pessoas se comportam, que resulta da tendência de dar explicações para as coisas. Esses modelos são essenciais para ajudar a entender as experiências, prever reações de ações e manipular ocorrências inesperadas. As pessoas baseiam seus modelos no conhecimento que possuem, real ou imaginário, ingênuo ou sofisticado (Norman, 1988);
  • Visibilidade do Estado do Sistema: Um sistema bem projetado deve fornecer feedback claro sobre seu estado para os usuários. Isso é conhecido como “visibilidade do estado do sistema”. Os usuários devem poder entender facilmente o que está acontecendo no sistema e como suas ações estão afetando o estado geral (Norman, 1988);
  • Affordances e Significância: O conceito de “affordances” pode ser definido como as características de um objeto que indicam como ele pode ser usado. Também pode-se destacar a importância da “significância”, que se refere à capacidade de um usuário atribuir significado a um objeto ou ação com base em suas características visuais ou funcionais (Norman, 1988).

No universo dinâmico do design, a criação de experiências impactantes para os usuários é central. Isso implica não apenas em oferecer funcionalidades, mas em construir uma sinergia perfeita entre a interface do sistema e as expectativas de cada usuário. Quando um usuário interage com um sistema, a resposta imediata e clara do sistema é vital. A visibilidade do estado do sistema é como a luz que ilumina o caminho do usuário, proporcionando um entendimento instantâneo das consequências de suas ações. Associado a esse fato, Nielsen (1994, p. 25), em sua segunda heurística explica a correspondência entre um sistema e o mundo real:

O sistema deve falar o idioma do usuário, com palavras, frases e conceitos familiares, termos orientados ao sistema devem ser evitados. É recomendado seguir as convenções do mundo real, fazendo as informações aparecerem em uma ordem natural e lógica. Ícones óbvios e significativos serão sempre bem-vindos em situação que se necessitam de ação por parte do usuário, dando a ele segurança e intuição de que aquilo em questão realmente significa ou necessita de alguma ação por parte dele, ou mesmo informando que uma determinada ação será feita pelo sistema, gerando assim um alívio.

Krug (2000) complementa essa ideia ao afirmar que se algo não está funcionando, não importa o quão bonito ou útil seja, ele está falhando em seu propósito. Isso destaca que o design precisa ser não apenas funcional, mas também intuitivo e fácil de entender. Para Krug (2000, p. 16), a simplicidade é essencial: “A aparência das coisas, a nomenclatura, a organização da página e a pequena quantidade de texto cuidadosamente colocado devem trabalhar juntas para criar um reconhecimento livre de esforço”. Essa abordagem está em sintonia com os princípios do design centrado no usuário, que busca reduzir a carga mental dos usuários e tornar a interação mais eficiente.

Além disso, o design eficaz incorpora elementos que não apenas são funcionais, mas também comunicam suas possibilidades de interação de maneira instintiva. A experiência do usuário se beneficia quando o design oferece sugestões intuitivas sobre como os elementos podem ser explorados e utilizados. Assim como Norman (1988, p. 223), cita no seu primeiro princípio do design:

As pessoas aprendem melhor e sentem-se mais à vontade quando o conhecimento exigido para a execução de uma tarefa está disponível externamente: explícito no mundo ou prontamente inferível para ser recebido por relacionamento natural, interpretável com facilidade.

Dessa forma, a harmonia entre a compreensão dos modelos mentais dos usuários, a visibilidade do estado do sistema e as affordances que comunicam significado torna-se a essência do design centrado no usuário. Esses elementos entrelaçados, quando bem aplicados, resultam em experiências que vão além da mera funcionalidade, criando conexões mais profundas e satisfatórias entre os usuários e os produtos ou serviços que interagem. A convergência desses princípios não apenas aprimora a usabilidade, mas define a essência de uma experiência do usuário impactante e centrada nas reais necessidades e expectativas de quem a vivência. Segundo Teixeira (2014, p.4):

UX designers trabalham para construir produtos que sejam fáceis de usar (a tal usabilidade), reduzindo a fricção e permitindo que os usuários completem a tarefa desejada em menos tempo, com menos ruído e obstáculos. Ao mesmo tempo, apoiam-se em princípios da psicologia para motivar o usuário e incentivá-lo a seguir adiante.

Englobando os conceitos de experiência do usuário, um serviço que torna mais explícito a importância das vertentes citadas por Norman (1988) é o SaaS (Software as a Service). O SaaS é um modelo de distribuição de software em que os aplicativos são hospedados em servidores remotos e disponibilizados aos usuários pela Internet. Diferentemente dos modelos tradicionais de software, em que os programas precisam ser instalados localmente em cada dispositivo, o SaaS é uma aplicação que está hospedada e acessível como um serviço na Internet, eliminando a necessidade de ser instalada no computador do usuário e reduzindo o tempo de manutenção e os gastos, pois é pago de acordo com a sua demanda (Wang, 2008). Nesse modelo, os usuários geralmente pagam uma taxa de assinatura recorrente para acessar o software, em vez de adquirir licenças de uso definitivas. Isso permite que as empresas utilizem o software conforme suas necessidades, sem a sobrecarga de investimentos iniciais em infraestrutura e licenças, além de oferecer flexibilidade e escalabilidade na utilização dos recursos de software. O modelo SaaS é dividido em três camadas, como pode ser observado na Figura 1.

Figura 1 – Camadas do SaaS

Fonte: Microsoft (2024).  

3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS (OU MATERIAIS E MÉTODOS)

A metodologia adotada neste artigo consiste na pesquisa bibliográfica. Também  foram utilizados estudos de casos que tivessem foco no processo de migração de softwares de desktop para a web. Por meio da análise dos eventos apresentados, é viável examinar o impacto da experiência do usuário (UX) na ocorrência dessas mudanças, bem como as melhorias que ela proporcionou.

Além disso, essa abordagem metodológica permitiu uma investigação mais aprofundada dos desafios enfrentados durante o processo de migração, identificando fatores críticos de sucesso e obstáculos encontrados. A análise da influência da UX não apenas destaca seu papel na evolução dos softwares, mas também lança luz sobre as estratégias eficazes que contribuíram para a transição bem-sucedida e para aprimorar a experiência do usuário nesse contexto específico. “O estudo de caso é uma investigação empírica de um fenômeno contemporâneo dentro de um contexto da vida real, sendo que os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos” (Yin, 2014, p. 16).

Para atender a esse propósito, foram explorados dois estudos de casos específicos: Microsoft Office 365 e AutoCAD 360. O primeiro exemplifica uma transição notável de aplicativos de desktop para uma plataforma baseada na web, abrangendo uma variedade de ferramentas essenciais para produtividade, colaboração e comunicação. A análise do Office 365 permite uma compreensão aprofundada de como uma gigante da tecnologia implementou a migração e como a experiência do usuário foi otimizada nesse processo. 

Já o segundo estudo de caso, centrado no AutoCAD 360, explorou a migração de software de design e modelagem assistida por computador (CAD) para uma solução baseada na web. Isso possibilita uma análise específica dos desafios enfrentados pela indústria de design e engenharia ao realizar essa transição, destacando o impacto da experiência do usuário no uso de ferramentas complexas de CAD em um ambiente online.

Ao estudar esses dois casos, o artigo busca não apenas entender os fatores gerais que influenciam a migração de softwares, mas também fornecer conhecimentos valiosos sobre estratégias específicas adotadas por líderes de mercado em diferentes setores. Essa abordagem diversificada promove uma compreensão mais abrangente das nuances associadas à migração de softwares desktop para a web e seus impactos na experiência do usuário.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Em 2011, as pessoas viram o surgimento do Office 365, uma abordagem que possibilitou o uso do Microsoft Office na web. Ao migrar para uma nova plataforma, a Microsoft introduziu alterações significativas e inovações em sua ferramenta, agora acessível online.

Essa transição para o ambiente online proporcionou maior acessibilidade, permitindo aos usuários a utilização dos aplicativos do Microsoft 365 de qualquer local e através de diferentes dispositivos. Essa mudança cria uma affordance de mobilidade, indicando aos usuários que agora podem interagir com a ferramenta de maneira mais flexível e remota. A capacidade de colaboração em tempo real em documentos, planilhas e apresentações na web representou uma melhoria substancial na experiência colaborativa. Os usuários podem visualizar alterações em tempo real, comunicar-se instantaneamente e colaborar de maneira mais eficiente em equipe. Tudo isso se deu pela utilização do SaaS, que possibilitou aplicar as premissas ditas por Norman (1988). Com o ambiente web, a possibilidade de implantação do SaaS foi um passo muito grande para o Office 365, e além da implementação de uma nova tecnologia, foi adicionado o poder de mobilidade ao usuário da plataforma.

Apesar das adaptações na interface para se alinhar ao ambiente online, o Microsoft 365 conseguiu manter uma interface familiar para aqueles já habituados aos aplicativos desktop. Essa abordagem contribuiu para uma transição mais suave e reduziu a curva de aprendizado.

O design responsivo desempenha um papel crucial ao assegurar uma experiência consistente em diferentes tamanhos de tela. Goodwin (2009) destaca que o design deve considerar a diversidade de dispositivos e contextos de uso, isso foi fundamental na migração do Office 365 para a web, permitindo que os usuários tenham uma experiência coesa em desktops, laptops, tablets e smartphones.

Figura 2 – Interfaces do Excel em dispositivos móveis

Fonte: Google Play Store (2024).

Um ano antes do lançamento do Office 365, o AutoCAD já existia no ambiente web. Assim como o Office promoveu mudanças significativas e inovações em sua ferramenta ao explorar uma nova plataforma, o AutoCAD seguiu o mesmo caminho.

Em relação à comparação das migrações de ambas as plataformas, destacam-se diversas semelhanças nas melhorias implementadas, notadamente em relação à acessibilidade e mobilidade, colaboração em tempo real e ferramentas colaborativas. Um ponto a ser destacado na migração do AutoCAD, foi a criação do Autodesk ReCap: “tecnologia que permite que os usuários criem projetos usando dados do mundo real capturados em fotos e digitalizações a laser” (Belluomini, 2017). Com isso aproximou ainda mais o usuário com o mundo real, fazendo com que tudo praticamente se unisse.

Além desses aspectos compartilhados, a migração do AutoCAD proporcionou um aprimoramento notável no desempenho da ferramenta, permitindo interações mais ágeis e eficientes por parte dos usuários. Destaca-se também a inicialização ágil do software, uma vez que a necessidade de download e instalação da ferramenta foi deixada para trás, simplificando o acesso e agilizando o processo de utilização. Jesse James Garrett (2003) destaca que a experiência do usuário é um conceito abrangente, que não se refere a algo específico, e sim ao conjunto das interações que uma pessoa poder ter com um produto ou serviço, refletindo a intenção por trás das melhorias implementadas na migração do AutoCAD.

4.1 A influência do UX na migração do Office 365

A mais notada influência da UX no caso do Office 365 é a aplicação da consistência nas interfaces, onde o Office 365 manteve elementos de design consistentes com a versão desktop, proporcionando uma experiência coesa para os usuários e minimizando a necessidade de reaprendizado. Considerando que o design deve refletir as expectativas e concepções naturais dos usuários, ao migrar para a web, o Office 365 preservou uma interface familiar para aqueles já habituados com os aplicativos desktop. Isso estabeleceu uma correspondência entre o ambiente digital e as expectativas do mundo real dos usuários. Esse feito diz muito o sobre o conceito de usabilidade segundo Nielsen e Loranger (2007, p16):

A usabilidade é um atributo de qualidade relacionado à facilidade do uso de algo. Mais especificamente, refere-se à rapidez com que os usuários podem aprender a usar alguma coisa, a eficiência deles ao usá-la, o quanto lembram daquilo, seu grau de propensão a erros e o quanto gostam de utilizá-la. Se as pessoas não puderem ou não utilizarem um recurso, ele pode muito bem não existir.

De acordo com as premissas de Norman (1988), é crucial que os usuários compreendam claramente o estado atual do sistema e as ações disponíveis. Na transição para a web, o Office 365 se esforçou para manter a visibilidade das ações e do status dos documentos. A capacidade de colaboração em tempo real, juntamente com a visualização das edições de outros usuários, proporciona uma compreensão nítida do estado do documento. Segundo a Microsoft (2014), a empresa BM&FBOVESPA utilizou os recursos disponíveis pelo office 365 para otimizar o tempo despendido pelos funcionários com a gestão das ferramentas de comunicação, onde foi melhorado a integração dos sistemas internos e dispositivos de cada colaborador.

O design centrado no usuário reforça a importância de conceder controle ao usuário. Na migração, o Office 365 possibilita que os usuários acessem documentos de qualquer lugar, determinem quando salvar alterações e controlem o acesso aos seus arquivos. Isso resulta em uma sensação de liberdade e controle para os usuários.

A adaptabilidade das interfaces no Office 365 também se relaciona com os princípios de affordances e significância, citados por Norman (1988). Ao ajustar-se para diferentes dispositivos, o design visa destacar de maneira clara as características e funcionalidades específicas de cada contexto, fornecendo affordances evidentes aos usuários. A coesão na apresentação e na interação reforça a significância, permitindo que os usuários atribuam sentido aos elementos visuais e funcionais da aplicação em variados dispositivos.

4.2 A influência do UX na migração do AutoCad 360

A transição do AutoCAD 360 para ambientes mais acessíveis e móveis reflete a busca por uma maior adequação às necessidades dos usuários, alinhada ao princípio de affordances de Norman (1988). Ao adaptar-se para dispositivos móveis e plataformas online, o design procura destacar de forma clara as funcionalidades e características específicas de cada contexto, tornando o software mais acessível e funcional em diversos dispositivos. A concepção de modelos mentais também desempenha um papel crucial, assegurando que a interface corresponda às representações que os usuários têm em mente sobre como o sistema deve funcionar. 

A capacidade de colaboração em tempo real e a introdução de ferramentas colaborativas no AutoCAD 360 são reflexos diretos do enfoque centrado no usuário. Para Lowdermilk, (2019, p. 25):

Se implementado corretamente, o design centrado no usuário, na realidade, pode fazer você economizar tempo. Ao compreender as necessidades dos usuários, você evitará equívocos e erros que podem sair caros. Lembre-se de que refazer sua aplicação porque você não atendeu às expectativas de seus usuários também representa um desperdício de tempo.

Essa mudança não apenas proporciona visibilidade clara do estado do sistema, permitindo aos usuários compreenderem o andamento de projetos em tempo real, mas também incentiva a colaboração eficiente. O design responsivo, adaptando-se automaticamente a diferentes dispositivos, garante que os usuários possam contribuir e revisar projetos de forma consistente, independentemente do dispositivo utilizado.

 A simplificação do acesso e a agilização do processo de utilização do AutoCAD, ao eliminar a necessidade de download e instalação, representam características da affordances. Os usuários percebem claramente como o software pode ser utilizado de forma mais rápida e eficiente. Além disso, a significância está presente na capacidade dos usuários atribuírem um significado positivo à mudança, reconhecendo a praticidade e a agilidade como características visuais e funcionais valiosas.

O aprimoramento no desempenho da ferramenta e a inicialização ágil do software também impactam a visibilidade do estado do sistema. Os usuários experimentam interações mais ágeis, juntamente com um feedback claro sobre o estado da ferramenta. Segundo Stati e Sarmento (2021), “o feedback visual é a garantia de que algo que foi solicitado pelo usuário vai ter retorno, como no caso de um resultado de busca em que ele procurou por um termo e alguns itens foram trazidos à tela.”. 

A rápida inicialização do software contribui para que os usuários compreendam facilmente o que está acontecendo no sistema, atendendo ao princípio de visibilidade do estado do sistema.

5. CONCLUSÃO (OU CONSIDERAÇÕES FINAIS)

Em síntese, este artigo explorou a interseção entre a migração de aplicações para a web e o Design de Experiência do Usuário (UX), destacando a importância crucial dessa disciplina na efetiva adaptação e adoção de plataformas online. Ao longo do estudo, foram analisados casos práticos, como o Office 365 e o AutoCAD 360, para compreender como a aplicação de princípios de UX influencia positivamente a transição tecnológica e melhora a experiência do usuário.

Os resultados obtidos indicam que, ao adotar uma abordagem centrada no usuário, tanto o Office 365 quanto o AutoCAD 360 foram capazes de proporcionar uma transição suave, mantendo consistência nas interfaces e preservando a familiaridade para os usuários. A aplicação de conceitos como design centrado no usuário, concepção de modelos mentais e visibilidade do estado do sistema contribuiu para uma experiência mais intuitiva e eficiente.

No caso do Office 365, a ênfase na consistência das interfaces e na visibilidade do estado do sistema destacou-se como fatores-chave, enquanto o AutoCAD 360 evidenciou a importância do design responsivo, da colaboração em tempo real e da simplificação do acesso.

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1Faculdade de Tecnologia de Taquaritinga (Fatec) – Taquaritinga – SP – Brasil
email: feliperuedas19@gmail.com

2Faculdade de Tecnologia de Taquaritinga (Fatec) – Taquaritinga – SP – Brasil
email: giuliano.pinto@fatectq.edu.br

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