REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202601191808
Aldilene Mariano de Lima1
Aluísio Rosa de Mesquita2
Antônia Mariano de Lima Duarte3
Denis Estefano de Oliveira4
Erica Franciany Paiva Xavier5
Francisca Mônica Paz de Sousa Dantas6
Lilia Iara Pereira Alves7
Maria Vailma Batista da Silva8
Márcia Lidiane Gomes Soares9
Poliana Soares de Sousa10
RESUMO
O presente trabalho tem como objetivo discutir a dislexia como um transtorno específico de aprendizagem que compromete, de forma significativa, as habilidades de leitura e escrita, afetando o desempenho escolar e social dos indivíduos. Parte-se da compreensão de que a dislexia não se restringe apenas a um conjunto de dificuldades linguísticas, mas envolve fatores neurobiológicos, cognitivos e pedagógicos que influenciam o processo de aquisição da linguagem escrita. Neste contexto, o estudo busca refletir não apenas as dificuldades enfrentadas pelos sujeitos com dislexia, mas também sobre o fato de que, mesmo fora do diagnóstico formal, apresentam defasagens significativas na leitura e na escrita. A pesquisa enfatiza a relevância da atuação psicopedagógica como elemento fundamental na identificação precoce, no acompanhamento contínuo e na proposição de estratégias que favoreçam o desenvolvimento das competências linguísticas. O psicopedagogo, ao compreender as especificidades do funcionamento cognitivo do sujeito com dislexia, torna-se agente mediador entre as necessidades individuais e as exigências do ambiente escolar, promovendo práticas interventivas que visam à superação das dificuldades e à valorização do potencial de aprendizagem. A investigação foi conduzida a partir de uma abordagem qualitativa, com base em revisão bibliográfica de autores como Oliveira (1996), Martins (2003), Pacheco (2005) e Almeida (2009), entre outros estudiosos que discutem as dimensões do fracasso escolar associado à dislexia e o papel do psicopedagogo no enfrentamento dessas questões. Além de explorar as principais características do disléxico no processo de alfabetização, o trabalho analisa os fatores que interferem na formação de leitores e escritores, propondo ações que garantam a inclusão e o pleno desenvolvimento dessas crianças no ambiente educacional e na vida em sociedade. Conclui-se que a reflexão sobre a prática pedagógica e psicopedagógica voltada à dislexia é essencial para promover uma educação mais equitativa, capaz de reconhecer e respeitar as singularidades do aprender, contribuindo para a formação de uma sociedade mais justa, inclusiva e democrática.
Palavras-chave: Leitura e Escrita. Dislexia. Aprendizagem. Psicopedagogia. Inclusão Escolar.
INTRODUÇÃO
A formação humana e crítica estão em vigor nas discussões sobre educação nos tempos atuais. Quando nos referimos a estas questões, podemos pensar na importância da leitura e da escrita para o processo de aprendizagem da criança, considerando que, a partir da leitura que se faz de um texto e da interpretação que ela faz do mesmo, aprende a posicionar-se frente às situações encontradas no seu dia a dia. Partindo desse pressuposto, quando a criança apresenta dificuldades de leitura, consequentemente também terá no desenvolvimento da escrita, pois ambas estão associadas.
É neste contexto que buscamos estudar e aprofundar-se, em relação à dislexia, já que a mesma está diretamente ligada às dificuldades de linguagem da leitura e escrita, haja visto que, ambas dependem das habilidades auditivas, atrelando-se a lógica de que é necessário captar e entender a fala, visual, que envolve a percepção da escrita.
A partir desse entendimento, com base numa discussão em sala de aula, surge o desejo e a curiosidade de buscar mais conhecimentos sobre o tema das dificuldades de linguagem dentro dos aspectos da dislexia. Trata-se de um fator importante, pois, permeia o ambiente educacional onde, vemos muito falar em dificuldades dessas aprendizagens que afetam o interesse do aluno, pondo em debate as metodologias de ensino, trazendo à luz, inclusive, a participação da família para o propósito escolar. Segundo Capovilla, 2002:
A criança pode apresentar diferentes sintomas, desde muito cedo, em idade pré-escolar, por histórico familiar, atraso na fala, frases que não expressam clareza, substituição de palavras, dificuldade de memória, dificuldade espacial como direita e esquerda, dificuldades em aprender cantigas, encontrar palavras que rimam sequências verbais ou visuais, dificuldade para lembrar cores e objetos, demonstrando aptidões para o desenho, jogos como quebra-cabeças, lego, parecendo uma criança criativa em alguns momentos, e desinteressada em outros. (Capovilla, F.C, 2002, p. 21).
Dessa forma, fica fácil compreender que muitas vezes a falta de atenção e de interesse não vem da criança que tem dificuldades em aprender, mas sim, nas pessoas que estão ao seu redor que não tem o interesse em observar, investigar o ‘’porquê” que a criança não aprende, e buscar informações que lhes dê a capacidade de entender as causas desse déficit da aprendizagem. Isso nos serve de alerta, para que ao invés de buscar um culpado, irmos atrás da solução do problema, e assim, ajudar na superação das dificuldades.
Além disso, nos momentos de discussões de trabalhos realizados na universidade vimos uma necessidade de uma maior atenção para esse assunto, pois se trata de uma realidade social muito recorrente nas escolas públicas que precisa ser modificado o quanto antes para uma melhor qualidade do ensino, e também para uma melhor qualidade do desenvolvimento intelectual dos discentes, e que contribui diretamente com a qualidade do trabalho docente.
É comum encontrar pessoas que estão mais preocupadas em “apontar o dedo’’ para um culpado do que se preocupar em investigar e pontuar as causas das dificuldades propondo soluções para o problema. É neste contexto, que temos como objetivo geral identificar as causas das dificuldades de leitura e escrita da pessoa disléxica, e mais especificamente, citar características da dislexia no processo de ensino e aprendizagem, assim como, discutir a intervenção do psicopedagogo na promoção da superação das dificuldades.
Esta pesquisa procurou fundamentar-se em vários teóricos no sentido de favorecer um maior aprimoramento do tema abordado. Para tanto, tomo como referência o trabalho de Oliveira (1996), Martins (2003), Pacheco (2005), Almeida (2009), Snowling, (2004), entre outros autores que ressaltam as dificuldades da leitura e escrita dos alunos com dislexia.
Com a base teórica definida, optamos para consecução deste trabalho, utilizar como ferramenta metodológica, um estudo bibliográfico qualitativo para melhor entender e aprofundar os conhecimentos sobre as dificuldades do disléxico e a atuação do psicopedagogo para o desenvolvimento da aprendizagem do indivíduo com distúrbios de aprendizagem. “Conforme Boccato (2006, p.266), A pesquisa bibliográfica busca a resolução de um problema (hipótese) por meio de referenciais teóricos publicados, analisando e discutindo as várias contribuições científicas”.
O estudo está dividido em três capítulos. O primeiro capítulo enfatiza as dificuldades de aprendizagem no processo de desenvolvimento da leitura, assim como estas dificuldades aparecem e são observadas pelos profissionais nos espaços educacionais. Destaca-se também as características e definições das dificuldades de leitura, que tanto podem ser de codificação dos sons das palavras como da falta de compreensão do que se lê. Ainda dentro deste mesmo capítulo pontua-se o conceito de dislexia associado às dificuldades de leitura.
O segundo capítulo relata sobre os tipos de dislexias dividindo-se em dois, a dislexia auditiva a dislexia visual, onde estamos a conceituar e definir os distúrbios de linguagem que atribui a cada uma delas e em quais dificuldades elas estão relacionadas dentro das abordagens de leitura e escrita.
O terceiro capítulo discorrerá sobre a importância da necessidade da intervenção do psicopedagogo com o disléxico na intenção de proporcionar a superação das dificuldades no processo de aquisição da leitura e da escrita, enfatizando como deve ser realizado esse trabalho durante o processo de investigação e de superação do indivíduo com dislexia.
E por último, nas considerações finais, apontamos sugestões sobre a importância de conhecer e compreender as dificuldades de leitura e escrita dentro do contexto educacional e fora dela. Da importância do trabalho investigativo do psicopedagogo para definir as causas e desenvolver as suas atividades baseando-se no diagnóstico das investigações. Observa-se também a importância do papel da escola na busca pela superação das dificuldades.
É preciso cada vez mais buscar conhecer as dificuldades que tanto afetam o desenvolvimento da leitura e da escrita das crianças, e pouco se faz para entender e compreender as causas que levam a desestimular a pessoa disléxica e que afeta a aprendizagem da mesma; é fato que elas necessitam de ajuda e, cabe ao educador, investigar e buscar compreender os aspectos que desencadeiam este déficit educacional.
1. DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
Atualmente no ambiente escolar, temos visto com frequência crianças com dificuldades no processo de desenvolvimento da leitura e da escrita, tal constatação nos incita a analisar situações e levantar hipóteses, buscando descobrir as causas que estão impedindo o êxito no processo de ensino e aprendizagem.
É comum depararmo-nos com profissionais relatando sobre as dificuldades de leitura e escrita que os alunos apresentam durante o processo de desenvolvimento das mesmas na etapa de alfabetização e que, muitas vezes é interpretado apenas como uma falta de interesse do discente. O fato é que, tal abordagem merece ser analisada com cautela e responsabilidade; não podemos ser radicais num caso tão sério e de relevante importância, não só no campo educacional, como também na sociedade como um todo.
Segundo Kleiman (1998), ao lermos um texto, colocamos em ação todo o nosso sistema de valores, crenças e atitudes que refletem o grupo social em que se deu a nossa socialização primária, isto é, o grupo social em que nascemos e fomos educados. Por isso, pode-se afirmar que a leitura, enquanto prática social, é algo bastante complexo, pois está intimamente ligada às nossas raízes socioculturais e consequentemente à formação da nossa cidadania. Assim sendo, o conhecimento da leitura é importante para que o indivíduo possa viver em meio a uma sociedade letrada.
É de grande importância discutir os entraves dentro do campo educacional para termos cada vez mais o conhecimento sobre causas e consequências das dificuldades no processo de desenvolvimento da leitura, ampliando assim os conhecimentos na busca de amenizar o déficit de aprendizagem das crianças, e oferecê-las uma educação de qualidade, ou seja, uma vida, pois o saber não está ligado apenas ao espaço escolar, mas a contextualidade da vida na sua plenitude humana, individual e social
1.1 Processos e dificuldades no desenvolvimento da leitura
As dificuldades de aprendizagem são perceptíveis quando a criança está num nível de leitura e escrita inferior às demais da sua faixa etária, ressalta-se que tal situação reflete diretamente no seu processo de aprendizagem, principalmente quando se refere ao desenvolvimento da leitura. Essa dificuldade pode estar relacionada a diversas causas, podendo ser psicológicas, neurológicas ou mesmo mentais, onde, inclusive, deve-se levar em consideração o meio em que a criança vive.
Quando discutimos sobre as dificuldades de leitura, logo nos vem à memória a falta de decodificação dos sons, mas a dificuldade de leitura está também atrelada à falta de entendimento do que se ler, ou seja, do não compreender ou associar a contextualização daquilo que se lê. Para Leroy-Boussion e Dupessey (1968, p.183), ler é reconstruir um enunciado verbal a partir de sinais que correspondem a unidades fonéticas da língua e, ao mesmo tempo, compreender o significado da mensagem decifrada, a qual a criança tem que aprender a ler e interpretar ao mesmo tempo. Na definição de leitura encontrada nos PCN, é possível constatar essa semelhança:
A leitura é o processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de compreensão e interpretação do texto, a partir de seus objetivos, de seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que se sabe sobre linguagem, etc. […] Trata-se de uma atividade que implica estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação, sem as quais não é possível proficiência […] (BRASIL, 1998, p.69).
Desse modo, podemos perceber dois tipos de dificuldades de leitura, sendo: a não decodificação dos sons e a dificuldade quando o aluno decodifica, mas não compreende o significado. No primeiro, o comportamento do leitor é considerado preso ao texto; a identificação de letras, de sílabas, de palavras já no segundo, as decodificações dos sons constituem pré-requisitos para a compreensão: para compreender é preciso analisar detalhadamente os sinais gráficos. A associação entre o primeiro e o segundo caso, é para fundamentar a apropriação da leitura e escrita, na ausência deles, a criança terá muita dificuldade de aprendizagem. Para Jolibert, 1994:
Ler é atribuir diretamente um sentido a algo escrito. Diretamente, isto é, sem passar pelo intermédio: nem da decifração, letra por letra, sílaba por sílaba, palavra por palavra; – nem da oralização (nem sequer grupo respiratório por grupo respiratório). Ler é questionar algo escrito como tal a partir de uma expectativa real (necessidade- prazer) numa verdadeira situação de vida. (Jolibert, 1994, p. 15).
Ao ler, o indivíduo constrói o significado do texto, colocando em ação todos os seus conhecimentos, dentre eles, os referentes às correspondências entre elementos visuais e sonoros e as suas intenções ao realizar a leitura. Quando lemos e essas construções do conhecimento não são desenvolvidas, é um alerta para uma investigação sobre as causas dos entraves léxicos.
Existem vários fatores determinantes para o surgimento de dificuldades no desenvolvimento da leitura, sendo eles, no ambiente escolar, a falta de motivação no método utilizado pelo docente; no meio familiar, onde não se veem adultos tendo contato com os livros, existindo, muitas vezes, apenas a cobrança pelos bons resultados. Tais realidades incidem diretamente no interesse e na motivação ao hábito da leitura dos educandos.
Segundo Oliveira (1996, p. 18): “Sabemos que ler não é uma prática habitual das nossas crianças. Sabemos também que o leitor se forma no exercício de leitura.” Dessa forma, para a apreensão da leitura, é fundamental que seja reiterada no dia a dia da criança. Além desses fatores, pode haver também problemas de saúde que afetam o processo de aprendizagem, como; visão, audição, transtornos de aprendizagem, como no caso, a dislexia.
Segundo Martins (2003, p.13), “a dislexia é uma dificuldade específica de leitura. É um transtorno inesperado que professores e pais observam no desempenho leitor da criança. Os sintomas da dislexia podem ser observados no ato de ler, de escrever ou de soletrar”. Assim, quando o discente apresentar uma dificuldade de leitura, se faz necessário uma investigação mais ampla, com diversos profissionais, como fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos e psicopedagogos, os mesmos irão auxiliar através de indicações adequadas, consonantes às necessidades do educando.
A Dislexia do desenvolvimento é considerada um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso e/ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação e em soletração. Essas dificuldades normalmente resultam de um déficit no componente fonológico da linguagem e são inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas (Associação Brasileira de Dislexia, 2016).
Desse modo, quando surge a dificuldade de leitura fora do contexto da alfabetização, significa dizer que esse problema, não tem origem com o meio em que se vive, pela falta de hábito de ler, muito menos pelos métodos utilizados no contexto escolar, neste caso o indivíduo possui um transtorno específico de aprendizagem que vem desde a formação neurobiológica.
1.2 Características das dificuldades de aprendizagem no processo de aquisição da leitura.
O processo de desenvolvimento da aprendizagem não envolve somente os bons resultados, os altos níveis de desenvolvimento das capacidades cognitivas. Infelizmente nos deparamos com diversas dificuldades de aprendizagem e devemos estar cada vez mais atentos para estes problemas, principalmente no tocante a sua durabilidade, se são momentâneos ou persistentes.
As dificuldades de aprendizagem da leitura podem surgir de diversos fatores, sendo eles emocionais e orgânicos ou até mesmo estão associados à tristeza, preguiça, sono, falta de estímulos, metodologia inadequada do ensino, entre outros. O que se pode destacar é que, independentemente de qual seja a causa, torna-se imprescindível a realização de estudos e análises das dificuldades para a proposição de estratégias que viabilizem o desenvolvimento das aprendizagens de maneira mais adequada e eficiente. Nesta perspectiva, Pacheco, 2005, p.47, diz, conceitua-se dificuldade de aprendizagem como sendo um termo geral que se refere a um grupo heterogêneo de transtornos que se manifestam por dificuldades significativas na aquisição e uso da recepção, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas.
Como podemos observar na fala do autor, são várias as dificuldades de aprendizagem, mas que não são necessários que a pessoa precise apresentar todos esses déficits referenciados para diagnosticar que a mesma tenha dificuldades na aprendizagem. Neste sentido destaca-se aqui as dificuldades referentes ao processo de desenvolvimento da leitura. De maneira genérica, a leitura é o processo no qual compreendemos a linguagem escrita, e que está diretamente associado à informação, nos possibilitando o acesso ao conhecimento. A leitura nos permite refletir, criticar e despertar, proporcionando saberes inerentes à vida em sociedade.
Assim sendo, evidenciamos a necessidade em relatar sobre a importância dos cuidados com as dificuldades de aprendizagem no processo de aquisição da leitura, pois, quando este não se desenvolve de forma significativa, incidirá diretamente no desenvolvimento dos demais eixos e habilidades acadêmicas. A citar, são diversas as dificuldades de leitura: ler muito próximo do livro, ter pouca compreensão do que se ler, pular as linhas, trocar letras, ler mais de uma vez na mesma linha, soletração rasa, piscar muito os olhos, entre outros.
“Manifesta-se uma leitura oral lenta, com omissões, distorções e substituições de palavras, com interrupções, correções e bloqueios.” Para o diagnóstico desse transtorno, devem ser excluídas a “deficiência mental, a escolarização escassa ou inadequada e os déficits auditivos ou visuais” (Garcia, 1998, P.173)
Dessa forma, percebemos que as dificuldades de aprendizagem da leitura precisam de análises bem aprofundadas, pois nas características citadas anteriormente, podem ser confundidas com problemas visuais, como no caso da leitura próxima ao livro, também é uma característica de deficiência visual, sendo assim, se faz necessário a investigação com mais de um profissional para que se possa chegar a um diagnóstico preciso.
Atualmente se fala muito no transtorno da aprendizagem conhecido como disléxica, é bem verdade que existem outros tipos de transtornos que também precisam ser estudados e pesquisados para podermos identificar os problemas e buscar as possíveis soluções. Há de se analisar os níveis e tipos de dislexia, pois, existem dificuldades de leitura que não estão associadas de forma totalizada. É fundamental entendermos que existem, por exemplo, os tipos de dislexia, sendo eles, perceptivo (extração da informação), léxico (conceito associado à unidade linguística) e sintático (estrutura gramatical), esses relacionados com as tarefas de leitura.
É necessário ficarmos atentos a outros tipos de dificuldades que interferem no desenvolvimento da leitura, como no caso da dislalia, quando a criança troca a letra “R” pela letra “L” sendo caracterizado por dificuldades em falar alguns sons, consistindo assim na má pronúncia das palavras; a dislalia pode ser diagnosticada depois dos 4 anos quando a criança já tem passado da fase de desenvolvimento da fala e está na fase de desenvolvimento da leitura.
Como podemos perceber, as dificuldades de leitura surgem de diversas maneiras, causas, e que estão associados a mais de um distúrbio, podendo se apresentar de forma diferenciada, como um todo ou de forma passiva, apresentando apenas uma característica. Assim sendo, para fechar um diagnóstico é preciso muito cuidado e investigação e, que esta seja feita por várias linhas, observando os mínimos detalhes para não incorremos em erros que podem afetar decisivamente no desenvolvimento das habilidades lexicais do aluno.
2. TIPOS DE DISLEXIA
A dislexia é um problema que afeta o desenvolvimento da aprendizagem e que está dentro do sistema de ensino-aprendizagem interferindo diretamente na capacidade de leitura e escrita, entendimento das palavras, assim como, da produção e interpretação de textos e de atividades que envolvem o raciocínio lógico.
Vale ressaltar que a dislexia não é uma doença, e sim, um distúrbio de aprendizagem, e que o portador da mesma “aprende” a conviver com ela, Segundo Cândido, (2013 p.13). “dislexia é um transtorno de aprendizagem que se caracteriza por dificuldades em ler, interpretar e escrever”. Neste caso, a dislexia está relacionada a uma dificuldade específica de aprendizagem, sendo classificada com um baixo rendimento no desenvolvimento da leitura e escrita.
É comum ouvir, quando se trata do tema dislexia, correlacionada com a palavra doença. Atualmente é um termo equivocado, pois na realidade trata-se de uma dificuldade, um distúrbio de ordem congênita hereditária. Como há diferentes níveis de dislexia (leve, moderado e agudo), a duração do acompanhamento profissional não é precisa, podendo atingir até quatro profissionais em média. (Figueira, 2012, p. 11)
É importante enfatizar, discutir e analisar os nossos conceitos quando tratamos de dislexia, como diz o autor, citar a dislexia como doença é uma forma equivocada de tratar tanto o disléxico, quanto aos pais, pois esse distúrbio de aprendizagem não tem cura, tem acompanhamento para ajudar na superação das dificuldades de aprendizagem, e no desenvolvimento das capacidades de leitura/escrita. De forma concisa, o acompanhamento não se restringe apenas a um profissional, podendo envolver, psicólogo, neurologista, psicopedagogo, pedagogo, dentre outros.
Neste capítulo iremos abordar os tipos de dislexia, a auditiva, e a visual. A primeira está relacionada às dificuldades no desenvolvimento da escrita, e a segunda às dificuldades no desenvolvimento da leitura.
2.1 Dislexias auditivas e visuais: distúrbios da linguagem no desenvolvimento da leitura e da escrita.
A dislexia auditiva é aquela que afeta especificamente a escrita, resultando em dificuldades da percepção na análise e síntese de fonemas, dificuldades temporais e nas percepções da sucessão e duração. Como esse problema está relacionado à escrita, é comum essas dificuldades aparecerem nos anos iniciais do ensino fundamental, já que tais habilidades começam a ser desenvolvidas neste período.
“Dislexia é um dos muitos distúrbios de aprendizagem. É um distúrbio específico de origem constitucional caracterizado por uma dificuldade na decodificação de palavras simples que, como regra, mostra uma insuficiência no processamento fonológico. Essas dificuldades não são esperadas com relação à idade e a outras dificuldades acadêmicas cognitivas; não é um resultado de distúrbios de desenvolvimento geral nem sensorial. A dislexia se manifesta por várias dificuldades em diferentes formas de linguagem frequentemente, incluindo, além das dificuldades com leitura, uma dificuldade de escrita e soletração.” (11ABD, 1994, p. 01).
Neste sentido, quando o aluno apresenta dificuldades de escrita, trocando letras, como por exemplo; na palavra “girafa”, escreve “girava”, realidade comum em crianças que estão sendo alfabetizadas, tal situação merece atenção se perdurar após esta fase; se faz necessário então, uma investigação, pois é uma característica do distúrbio de aprendizagem, da dislexia.
A dislexia auditiva está ligada a dificuldade que as crianças têm em reconhecer os sons da língua, sobretudo no que se refere ao reconhecimento e diferenciação de grafemas e fonemas, permitindo que elas escrevam as palavras de forma incorreta, assim como separar as sílabas ou soletrar algo desconectado dos grafemas que estruturam a palavra. É muito comum que o disléxico que apresente esse tipo de dislexia confunda o som do M com N e as letras B, D, T, P e G.
Como se trata de um problema relacionado à escrita, é bem recorrente as dificuldades no “reconhecimento e na leitura de palavras que não tem significado, alterações, na ordem das letras e sílabas, omissões e acréscimos, maior dificuldades na escrita do que na leitura, substituições de palavras por sinônimos”. Almeida, (2009, p.05). Por se tratar de uma dificuldade na escrita é comum encontrarmos alunos que escrevem com muita força, fora da linha, fazem a letra “d” de formas diferente, uma grande, outra pequena, havendo assim distorções na formação de uma única palavra, ou em um único texto.
Como essas características são comuns no processo de ensino/aprendizagem, durante a formação da alfabetização, não é tarefa fácil identificar ou fazer um diagnóstico da dislexia auditiva; Moura, 2013 vai dizer,
Detectar o distúrbio da dislexia não é uma tarefa fácil. Há alguns sinais e sintomas que podem indicar a presença da dislexia desde cedo, mas um diagnóstico preciso só é possível a partir do momento que a escrita e a leitura são apresentadas formalmente à criança. Como o distúrbio é comprovadamente genético, os especialistas afirmam que as crianças podem ser avaliadas a partir dos cinco anos de idade. (Moura, 2013, p. 13).
Assim sendo, ao perceber uma dificuldade de aprendizagem no processo de desenvolvimento da escrita com suspeitas de dislexia, se faz necessário, em primeiro momento, observar se a criança já passou pela faixa etária de alfabetização, pois antes de ser alfabetizada é normal apresentar as mesmas dificuldades que uma pessoa disléxica.
A criança que possui dislexia normalmente apresenta indícios desse distúrbio quando inicia o aprendizado da leitura, mas, é preciso um tempo a mais para que claramente possa ser diagnosticada, visto que a faixa etária dos seis, sete anos não é raro que algumas crianças invertam letras, palavras durante a leitura e a escrita, de maneira que se esses problemas persistirem até os oito anos podem indicar que é preciso uma maior atenção. (Frank, 2003, p, 26).
Da mesma forma como ocorrem dificuldades na competência da leitura, ocorre também no desenvolvimento da escrita, ambas dependem do desenvolvimento adequado de componentes distintos da linguagem oral, tais como a capacidade de nomeação, o vocabulário, a consciência fonológica, o raciocínio verbal e a fluência narrativa.
Desta feita, é comum que disléxicos apresentem também dificuldades de escrita, que tendem a ser negligenciadas tanto nos estudos de avaliação e intervenção na vida escolar como também, social. A dislexia apresenta uma incapacidade da leitura e da escrita de forma relativa, e que são encontradas em pessoas com níveis de inteligência boa, média e até superior, com capacidades de aprendizagens e que não apresentam anormalidades mentais e nem cognitivas.
Segundo a Ipodine, “a dislexia visual refere-se à falta de ordem executada pela criança. A criança não obedece a uma sequência, quer seja ao contar uma história ou situar os dias da semana, apresentando também dificuldade na escrita”. Assim, neste tipo de dislexia existem as dificuldades de leitura, como também apresenta dificuldades de ordem e sequência, aparecendo não somente no ato de ler.
O Instituto de Apoio e Desenvolvimento – ITAD (2018) acrescenta que na dislexia visual, as crianças apresentam “confusão entre grupos de letras e dificuldade em transformar letras em sons. Confundem letras e palavras parecidas”. Este tipo de dislexia está muito associado à oralidade, na forma de pronunciar as palavras.
Segundo Snowling e Stackhouse (2004, p. 109) escrever palavras de diferente extensão silábica é uma amostra de escrita livre. Dessa forma, é possível ver quais e quantas palavras a criança escreve corretamente, observar as trocas de letras, os erros, etc. Com esse tipo de transtorno, o indivíduo tem dificuldade em contar uma história com sequenciação de figuras, dificuldades em associar datas, endereço, telefone, entre outros casos, assim, se faz necessário realizar atividades que envolvam a ortografia.
Ao falar da dislexia e de alguns tipos desta, é interessante relatar sobre o papel da escola, pois essas dificuldades discutidas estão intimamente ligadas à instituição de ensino, sendo espaço em que se desenvolve a maior parte das habilidades associadas a leitura e a escrita, assim, como os transtornos da dislexia.
É na escola que a dislexia, de fato, aparece. Há disléxicos que revelam suas dificuldades em outros ambientes e situações, mas nenhum deles se compara à escola, local onde a leitura e escrita são permanentemente utilizadas e, sobretudo, valorizadas. (Associação Brasileira de Dislexia, 2016)
É frequente, vimos e ouvimos na escola, por parte dos profissionais da educação, relatos das dificuldades de leitura e escrita associados a preguiça, falta de atenção nas aulas, sem antes mesmo que seja feito uma investigação das causas de tamanho problema. Em muitos casos, nem se falam em transtornos de aprendizagem e, quando há suspeitas dos mesmos, a escola não está preparada para atender as necessidades desses estudantes. Neste sentido, o aluno disléxico acaba perdendo o interesse em frequentar a escola, por não conseguir compreender os conteúdos ensinados, e passa a tentar fugir dessa situação difícil e constrangedora, que é ter de demonstrar um nível de aprendizagem semelhante ao dos demais colegas.
Mesmo sabendo que o professor não é o único responsável pela superação das dificuldades do disléxico visual e auditivo, assim como de outros transtornos que envolvem o ensino/aprendizagem, é inegável a sua fundamental importância para o desenvolvimento da leitura e da escrita. Assim como destaca o Art. 8° da Resolução CNE/CEB n° 02/2001:
As escolas da rede regular de ensino devem prever e prover na organização de suas classes comuns: (…) III – Flexibilizações e adaptações curriculares que considerem o significado prático e instrumental dos conteúdos básicos, metodologias de ensino e recursos didáticos diferenciados e processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, em consonância com o projeto pedagógico da escola, respeitada a frequência obrigatória (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISLEXIA, p, 8).
Torna-se necessário que a dislexia seja divulgada de uma forma mais ampla, explicitando conceitos, sintomas, sinais, tipos, tratamento, práticas pedagógicas voltadas para lidar com disléxicos e as leis que os amparam. Dessa forma, os alunos com distúrbios de aprendizagens estariam bem mais apoiados e dentro de um contexto que promove a superação das dificuldades. Ressalta-se aqui a importância da presença e atuação dos diversos profissionais como, por exemplo, psicopedagogos para dar suporte às práticas pedagógicas.
3. A INTERVENÇÃO DO PSICOPEDAGOGO COM O DISLÉXICO
Podemos considerar que o papel do psicopedagogo, é intervir nas dificuldades de aprendizagem, fazendo a mediação entre a criança com dislexia e os seus objetos de conhecimento. O psicopedagogo deve conhecer e compreender as causas do não aprender. Segundo Rubinstein, p.127, “a psicopedagogia tem como meta compreender a complexidade dos múltiplos fatores envolvidos nesse processo”.
Vale ressaltar que o psicopedagogo não trabalha sozinho, a sua intervenção conta com a contribuição tanto da família como da escola, pois essas duas instituições conhecem com profundidade as dificuldades que a criança demonstra durante o seu processo de ensino-aprendizagem. É de fundamental importância caminhar juntos em um mesmo propósito, para um melhor resultado na superação das dificuldades. Neste sentido, abordaremos aqui sobre a intervenção desse profissional com o aluno que tem os distúrbios da dislexia.
3.1 O trabalho psicopedagógico pela superação das dificuldades do disléxico.
É interessante ressaltar que o trabalho do psicopedagogo inicia a partir de uma investigação, onde se propõe conhecer o histórico da criança, qual o seu rendimento escolar, quando e como começaram a surgir as suas dificuldades, em qual fase de aprendizagem este aluno se encontra, para, em seguida, analisar as causas e, consequentemente, desenvolver atividades conforme a sua especificidade.
Após conhecer as dificuldades, iremos à busca das soluções; Gonçalves (2005), acrescenta, “grande parte da intervenção psicopedagógica estará em buscar os talentos do disléxico, afinal os fracassos, sem dúvida, ele já os conhece bem”. Após conhecer as suas necessidades é hora de descobrir como os disléxicos desenvolvem as suas habilidades, ou seja, de que maneira ele consegue aprender.
É neste momento que o psicopedagogo precisa entrar com a intervenção, utilizar-se de métodos que levem o disléxico expor a sua capacidade e avançar no seu processo de aprendizagem. A criança com dislexia têm dificuldades na leitura e consequentemente na escrita, precisando serem ensinadas com a recorrência de métodos adequados, desta forma, a trilhar um caminho favorável ao desenvolvimento das habilidades inerentes a fluência da leitura e da escrita.
Das diferentes formas de intervenção existentes, a combinação de treinamento na consciência fonológica com a instrução sistemática da leitura é aparentemente a mais eficiente, mas isso vai depender em grande parte das variações de diferença de cada indivíduo como a idade, os níveis de processamento fonológico, se a criança tem dificuldades correntes de fala e de linguagem, as habilidades visuais e semânticas, dentre outros. Snowhing (2007, p.251).
É neste sentido que se faz necessário trabalhar dentro de cada especificidade, devido aos diferentes níveis de desenvolvimento e de cada dificuldade. Pôr possuir o mesmo distúrbio, que é a dislexia, isso não significa que as crianças tenham as mesmas necessidades, níveis de aprendizagem e dificuldades, cada caso é um caso, assim também decorre com as crianças que não possuem distúrbios, tendo, pois, suas aprendizagens diferenciadas.
Todo trabalho de intervenção com crianças disléxicas vai depender da sua realidade individual, umas com maior e outras com menor grau de dificuldades, umas irão superar com mais facilidade, outras não. Snowhing, 2007, p. 252, diz, “portanto, se faz necessário o conhecimento dos profissionais da educação referente à dislexia, assim como a observação da ação dos mesmos com a criança disléxica.
É de suma importância salientar que as pessoas com dislexia possuem nível intelectual normal, e que não é uma doença, são dificuldades apresentadas na leitura e na escrita.
Dislexia é um transtorno específico, sendo caracterizado pela dificuldade na correta e/ou fluente leitura de palavras, na escrita e nas habilidades de decodificação, interferindo na ampliação do vocabulário e conhecimentos gerais, quando se comparam sujeitos com todas as habilidades preservadas e outros com transtornos de leitura e escrita com a mesma idade, escolaridade e nível de inteligência. (Nascimento, Santana e Barbosa, 2011, p.2).
Dessa forma, não é toda e qualquer dificuldade de leitura e escrita que podemos associar ao aluno/criança que tenha o distúrbio de aprendizagem da linguagem, é preciso fazer uma investigação, pois o diagnóstico diz respeito não apenas a dificuldade em aprender. Deve-se levar em consideração a faixa etária, em qual nível de escolaridade se encontra, se essa dificuldade já vem sendo recorrente, em qual fase começou a aparecer, se existe algum trauma durante o seu processo de desenvolvimento, enfim, são diversos os tipos de problemas que podem levar uma criança a não aprender.
Assim, é preciso que os profissionais tenham o conhecimento em relação à dislexia, para poderem oferecer aos alunos um ensino adequado. Nesta ótica, a presença de um psicopedagogo potencializaria o alcance no êxito das habilidades de leitura e escrita.
“A psicopedagogia nasceu da necessidade de uma melhor compreensão do processo de aprendizagem e se tornou uma área de estudo específica, que busca conhecimento em outros campos e cria seu próprio objeto de estudo” (Bossa 2000, p.23)
Contudo, percebemos o quanto é importante ter nas instituições escolares a inserção e intervenção de um psicopedagogo, pois trabalham na prevenção e solução dos distúrbios de aprendizagem, isso facilita e muito no trabalho do professor, sem falar do melhor desempenho dos alunos disléxicos. “A Psicopedagogia nasceu no Brasil em meados dos anos 1970 devido ao grande número de crianças com fracasso escolar.” (Damini, p.5, 2012). É neste sentido que valorizamos e buscamos inserir o psicopedagogo no espaço escolar, para que o acesso, permanência e sucesso educacional aconteça de forma plena.
11Associação Brasileira de Dislexia.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, G. Dislexia: dificuldades e possibilidades. São Paulo: Cortez, 2009.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISLEXIA. O que é dislexia. Disponível em: http://www.dislexia.org.br. Acesso em: 10 out. 2017.
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BOSSA, N. A. A psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. Porto Alegre: Artmed, 2000.
BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília, DF: MEC, 1998.
CAPOVILLA, F. C. Distúrbios de aprendizagem. São Paulo: Memnon, 2002.
GARCIA, J. N. Dificuldades de aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
KLEIMAN, A. B. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. Campinas: Pontes, 1998.
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SNOWLING, M.; STACKHOUSE, J.Dislexia, fala e linguagem. Porto Alegre: Artmed, 2004.
SNOWLING, M.Dificuldades de leitura e linguagem. Porto Alegre: Artmed, 2007.
1Graduada em Pedagogia pela Faculdade Integrada do Brasil – FAIBRA. Pós-graduada em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela Maciço do Baturité. Pós-graduada em Atendimento Educacional Especializado pela Faculdade Venda Nova do Imigrante – FAVENI. Pós-graduada em DocenEPT pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Norte – IFRN. Mestranda em Ciências da Educação pela Laurentian University. samuellima044@gmail.com
2Graduado em Matemática pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte- UERN e em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte- UFRN . Pós-graduado em psicopedagogia pela Universidade Católica Cristo Rei, em Ensino da Matemática e Física e em Ensino da Matemática e da Biologia pela Facuminas . Mestrando em Ciências da Educação pela Laurentian Universitty. aluisio.rosa@hotmail.com
3Graduada em Pedagogia pela Faculdade Sucesso- FACSU. Graduanda em Letras-Libras-UERN. Pós-graduada em Educação Infantil e Supervisão Escolar pela Faculdade Sucesso-FACSU. Pós-graduada em Atendimento Educacional Especializado pela Faculdade Venda Nova do Imigrante – FAVENI. Pós-graduada em DocenEPT pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Espírito Santo- IFES. Mestranda em Ciências da Educação pela Laurentian University. albamariano.am@gmail.com
4Técnico em Infraestrutura Escolar pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN. Graduado em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. Pós graduado em educação inclusiva pela Faculdades Integradas de Patos – FIP. Pós-graduado em Mídias na Educação pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. Mestrando em Ciências da Educação pela Laurentian University. denisestefano1981@gmail.com
5Graduada em Pedagogia pela Faculdade Integrada do Brasil – FAIBRA. Pós-graduada em Educação Infantil na Faculdade Católica Nossa Senhora das Vitórias-FCNSV. Mestranda em Ciências da Educação pela Laurentian University. ericafranciany@hotmail.com
6Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. Pós-graduada em Atendimento Educacional Especializado pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). Mestranda em Ciências da Educação pela Laurentian University. monnyka_18@hotmail.com
7Graduada em pedagogia pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte-UERN. Pós-graduada em Formação do educador em práticas interdisciplinares pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte- UERN. Mestranda Ciências da Educação pela Laurentian Universidade. liliaalves8813@gmail.com
8Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. Pós -graduada em Educação Infantil e Ensino Fundamental pela Maciço do Baturité. Mestranda em Ciências da Educação pela Laurentian University. Vailmabatista@gmail.com
9Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. Pós-graduada em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela Faculdade Evolução Alto Oeste Potiguar -FACEP. Mestranda em Ciências da Educação pela Laurentian University. lidianegomesoares2018@gmail.com
10Graduada em Educação Física pela Faculdade Excelência – CE. Bacharelada em Educação Física pela UNINTA. Graduada em ARTES CÊNICAS pela Faculdade do Vale do Jaguaribe. Pós-graduada em Educação Física Escolar pela Faculdade Três Marias. Pós-graduada em Educação Especial e EJA pela faculdade IGUAÇU. Pós-graduada em Educação Especial e Inclusiva pela Faculdade IGUAÇU. Pós-graduada em Metodologia do Ensino em Educação Física pela Faculdade IGUAÇU. Pós-graduada em Saúde e Qualidade de Vida pela Faculdade IGUAÇU.
